What's Up, Doo?

Tell me why are we, so blind to see That the one's we hurt, are you and me

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Acordo milionário com o Manchester United deixa Adidas em vantagem em guerra com a Nike

Por Guilherme de Morais

O anúncio da troca de fornecedor esportivo da Nike para a Adidas feito pelo Manchester United na última segunda feira assustou o mundo da moda esportiva. Isso porque o contrato de dez anos assinado pelos Red Devils pelo valor de 750 milhões de libras esterlinas (cerca de US$ 1,3 bi) faz da camisa do clube inglês a mais cara do mundo.

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(Possível novo uniforme do United a partir da temporada 2015/16 - Foto: reprodução)

E não só isso. A Adidas se consolida no mercado esportivo como a principal marca esportiva dos últimos tempos. Prova disso é que a marca alemã pode se considerar tricampeã das últimas UEFA Champions League (veste Chelsea, Bayern e Real Madrid, os últimos campeões) e é a principal patrocinadora da Copa do Mundo desde os anos 70. As duas seleções que foram finalistas do Mundial em 2014 utilizam seus uniformes, Alemanha e Argentina.

E não para por aí. A rivalidade com a Nike pode fazer mais uma vítima: a Juventus, da Itália, pode ser o próximo clube a trocar de fornecedora de material esportivo. Além disso, recentemente a Real Sociedad (ESP) também anunciou a troca. Outra prova da perda de força no futebol pela marca norte-americana foi o fim do contrato com o Arsenal (ING), que acertou com a Puma.

A Adidas, entre os clubes europeus, lidera o ranking de maiores contratos com fornecimento de material esportivo para o Real Madrid, o Chelsea e, agora, o Manchester United. No Brasil, a Nike patrocina mais clubes do que os alemães - 5 (Corinthians, Inter, Bahia, Coritiba e Santos) contra 4 de Mr. Dassler (Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Sport). 

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Nunca é Tarde Demais..

Michael Caine está de volta como ator principal em O Último Amor de Mr. Morgan (Mr Morgan’s Last Love, 2014). Depois de seguidas aparições como coadjuvante - Trilogia Batman, Truque de Mestre, A Origem e o Grande Truque -, o britânico vem para este filme buscando provar que todos, na vida, podem ter um recomeço.

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(Foto: IMDb)

No longa, Matthew Morgan é um professor de filosofia desiludido com a vida por conta da morte de sua esposa Joan (Jane Alexander). Vive tendo conversas com ela por meio espiritual e, na essência, está pronto para acompanhá-la para a outra vida. Seus filhos estão afastados de sua convivência, não há nenhum motivo para prolongar sua existência.

Até que, durante uma viagem de ônibus, conhece Pauline (a bela Clémence Poésy, que pode ser vista nos dois últimos filmes da saga Harry Potter), uma jovem professora de Cha Cha que se identificou com ele, pois viu em Morgan uma figura paterna muito forte que não existia para ela.

A partir daí, Morgan redescobre algumas mazelas boas da vida, como dançar - atenção para a atuação hilária de Caine como dançarino, pois ele tem muito ‘molejo’, só que não -, frequentar restaurantes, parques, etc. A reviravolta acontece no momento em que Matthew, ainda levado pela tristeza da morte de sua esposa, tenta o suicídio.

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(Foto: IMDb)

Com isso, seus filhos Karen (Gillian Anderson, a eterna Dana Scully de Arquivo X) e, sobretudo Miles (Justin Kirk, da série Weeds), viajam à Paris para tentar prestar alguma assistência ao pai, uma vez que o julgam triste e solitário para seguir vivendo em Paris.

Em suma, o filme busca retratar que nem sempre é tarde demais para se recomeçar a vida, não importa o quão velho de idade você esteja. Basta ter um motivo. Seja ele familiar, profissional ou, por que não, por um grande amor.

Se realmente deseja recomeçar - ou como é mostrado no filme, abrir uma janela que está emperrada há tempos - a vida está aí, exposta numa grande vitrine, com coisas boas a serem desfrutadas. Uma poesia boa regada à um bom vinho. Um dos mistérios da vida é saber o que vem por aí e se estivermos fechados para isso, tudo perde sentido. Talvez seja esse o grande ensinamento de O Último Amor de Mr. Morgan.

Veja o trailer do filme aqui

(Fonte de pesquisa: Filmow)

Avaliação:

IMDb - 6,9/10

AdoroCinema - 2,5/5,0

What’s Up, Doo - 7/10

Onde está passando: Cine Livraria Cultura, Espaço Itaú Pompeia (Shopping Bourbon) e Reserva Cultural

Ficha Técnica:

Nome original: Mr. Morgan’s Last Love

116 Minutos

Gênero: Comédia

Direção: Sandra Nettelbeck

Elenco: Clémence Poésy, Gillian Anderson, Jane Alexander, Justin Kirk, Michael Caine.

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O humor sarcástico de Hank Moody em Californication chega ao fim

A história de Hank em busca da vida perfeita chega ao fim regada a um bom uísque

Por Guilherme de Morais

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(Foto: Believe Again)

Hank Moody se foi. A sétima e última temporada de Californication deixa órfãos os fãs do escritor falido, beberrão e galanteador que, com sua fala enrolada (por motivos de uísque) e a grande capacidade de ser um Rei Midas às avessas, mexeu fundo no coração dos (as) seus (as) espectadores (as).

Californication foi uma grande sacada do canal Showtime. Logo na primeira cena da primeira temporada, a provocação e o choque com grandes setores do mundo se faz presente: Hank (David Duchovny), em um dos seus sonhos malucos após uma noite de bebedeira, ganha um “agrado” de uma belíssima freira.

A inspiração clara no poeta Charles Bukowski é percebida logo de cara em Hank – seu personagem é um escritor famoso mas que vive uma crise de criatividade e, a partir daí, torna-se adepto das noitadas. O estilo rebelde, desfilando pelas ruas da Califórnia com seu Porsche com um dos faróis quebrados, a preocupação mínima em se importar com que os outros dizem ou mesmo com sua aparência marca forte a sua personalidade.

Fez inúmeras bobagens, foi preguiçoso, rock and roll, cavalheiro, bon vivant, fez orgias, ou seja, Hank passou por poucas e boas (ênfase nesse termo) durante a série. Mas nada destruiu o amor que sentia por Karen (Natascha McElhone) e Becca (Madeleine Martin). Tudo o que aprontou, no fim das contas, havia uma pontinha de arrependimento. Moody é infantil, falastrão, engraçado e, acima de tudo, apaixonante.

Enfim, sua personalidade rebelde e infantil nada mais é do que uma reação de defesa. A única coisa que quer de Becca e Karen é que voltem a ser como eram antes. Moody busca o exemplo perfeito de família, caminha entre a retidão da verdade e os pecados que a vida lhe proporciona (visto no personagem de Lew Ashby em episódios recorrentes da série). Sempre com um cigarro na mão e uma boa dose de uísque.

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(Foto: film.com)

Um brinde à Hank e, para finalizar, uma frase de sua autoria: “amor sem ciúmes é igual cerveja sem álcool. Você pode beber demais, mas ninguém nunca vai sentir nada”.

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“People need dramatic examples to shake them out of apathy and I can’t do that as Bruce Wayne. As a man I’m flesh and blood. I can be ignored. I can be destroyed. But as a symbol, as a symbol I can be incorruptible. I can be everlasting.”

“People need dramatic examples to shake them out of apathy and I can’t do that as Bruce Wayne. As a man I’m flesh and blood. I can be ignored. I can be destroyed. But as a symbol, as a symbol I can be incorruptible. I can be everlasting.”

(via finchings-deactivated20120930)

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O quarto escuro do Esporte Olímpico Brasileiro

Hoje, terminam os Jogos Olímpicos de Londres. Primeiramente, quero ressaltar que é um campeonato que eu gosto demais de acompanhar, sempre gostei. Tenho boas lembranças olímpicas. Só pra citar um exemplo, puxo pela memória um nadador de nome Eric Moussambani, da Guiné Equatorial, que competiu sozinho nas Olimpíadas de Sidney, em 2000, e teve muitas dificuldades pra completar a prova, já que nunca havia entrado numa piscina de dimensões olímpicas.

Com relação aos brasileiros, gosto da superação de muitos deles pra conseguirem uma medalha olímpica, independente da cor que ela seja. Não vou me lembrar o nome do atleta brasileiro (muito menos a sua modalidade), mas ele foi entrevistado recentemente após chegar de Londres e a resposta que ele deu ao reporter do Sportv é, realmente pra se pensar, e muito. Ela foi mais ou menos assim:

Reporter: Eaí, fulano, o que você vai fazer agora após as Olimpíadas?

Atleta: Eu? Eu vou voltar pro quarto escuro e só vou sair de lá daqui a quatro anos, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.

O quarto escuro a que ele se refere é o anonimato. E querem saber? O cara, infelizmente, está corretíssimo em seu pensamento, em gênero, número e grau. Ou alguém aí sabia quem era Arthur Zanetti ou Sarah Menezes antes de conquistarem uma medalha de ouro valiosíssima e única para o Brasil em seus respectivos esportes (Argolas e Judô)? 

O fato é que ainda estamos engatinhando a passos de tartaruga quando o assunto são os esportes olímpicos. Pra vocês terem uma noção, veio a público uma conversa entre o Ministro do Esporte (?) Aldo Rebelo e a goleira de handebol brasileira Chana (sem piadinhas, por fineza). O nosso ‘digníssimo’ representante teve a manha, a canalhice de perguntar a ela como é o campeonato brasileiro de handebol. Ela disse: “Não temos um campeonato brasileiro de handebol”. Se tivéssemos, talvez não teríamos um técnico estrangeiro no comando, além de 15 atletas desse esporte atuando fora do Brasil.

O Brasil foi ter uma liga nacional de Basquete, consolidada, há quatro anos. Não, você não leu errado, desde 2008 temos a NBB consolidada no cenário esportivo e com boas perspectivas, talvez por isso tivemos uma seleção brasileira masculina forte, que engrossou o jogo contra os argentinos e talvez tivesse uma oportunidade de disputar uma medalha olímpicas depois de 16 anos, quando o Oscar ainda jogava. E o basquete feminino, alguém sabe como é a liga nacional?

Mas, em comparação ao futebol, não se pode comparar. Mas deve-se cobrar, e MUITO. O time masculino foi pífio na final, pegou só boi cansado até a final e, com o time que mandou, com oito potenciais titulares para a Copa de 2014, tinha de ter ganho. O técnico é muito fraco e, pior, sem brio. Quem acompanhou o jogo viu que ele ficou sentado no banco em boa parte do jogo, quando o momento era de estar em pé, cobrando, incentivando, apitando o jogo se possível pra tentar motivar os caras.

O futebol feminino, no final, também são umas coitadas. A começar pelo uniforme, que pegam de ‘rebote’ dos ‘Manos da CBF’, sempre jogam com as sobras. Não tem um campeonato nacional e sempre batem na trave com suas próprias forças.

Ao vôlei, só elogios. A eles e a elas. Eles perderam, mas faz parte do jogo quando não se tem falta de vontade e, isso, nunca transpareceram. A elas, acho que ser bicampeãs olímpicas, todos os elogios seriam redundâncias. E o esporte tá indo bem, com incentivo de grandes empresas e patrocinadores e devem ser cobrados como tal, mas sem essa de país do vôlei porque aqui não rola, ainda.

Aliás, com as pessoas que estão no comando do nosso esporte, o ‘país olímpico’ vai ser difícil de sair dos mais profundos sonhos de nós, brasileiros. Os nossos comandantes aparecerem somente na boa, quando um brasileiro consegue uma medalha, é muito fácil. E depois, nesses quatro anos de ‘quarto escuro’ até a próxima Olimpíada, cadê os caras? Não aparecem, né… E a maior parte dos nossos atletas ficam ali, amontoados no quarto escuro.

A todos que conquistaram medalhas, sobretudo nos esportes individuais, meus mais sinceros parabéns, emocionaram demais. Vocês se superaram, mesmo com todo esse nosso problema social que vivemos há séculos. Aos comandantes, meu mais sincero desprezo, ranço, asco, por conta de vocês que estamos nesse atraso em relação a outros esportes. Mudanças são essenciais para que esse quarto comece a ter um pouco de luz, mesmo que fraca, lá no fim do túnel.

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